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03/02/2014 15:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Auditoria prova que Alstom pagou propina de R$6 mi no Brasil

dapd
ARCHIV: Das Verwaltungsgebaeude des franzoesischen Schienenfahrzeugherstellers Alstom am Standort Salzgitter (Foto vom 23.03.11). Nachdem die franzoesische Staatsanwaltschaft Vorermittlungen gegen den Siemens-Konzern eingeleitet hat, muss sich Vorstandsmitglied Ederer Vorwuerfe aus dem Konzern anhoeren. Ein Manager des Unternehmens kritisierte in der "Financial Times Deutschland" (Montagausgabe vom 13.08.12), dass Ederer per E-Mail und nicht ueber ein persoenliches Gespraech versucht habe, gegen die Vergabe eines U-Bahn-Auftrags in Lille an den franzoesischen Siemens-Konkurrenten Alstom zu intervenieren. (zu dapd-Text) Foto: Nigel Treblin/dapd

A empresa Alstom reconheceu que pagou 4,85 milhões de francos em propina para vender equipamentos para a usina hidrelétrica de Itá, em Santa Catarina, em 1999.

A informação está em relatório de uma auditoria interna feita pela empresa, obtido pelo jornal Folha de S. Paulo e que faz parte da investigação aberta na França contra a Alstom.

Segundo o jornal, este é o primeiro documento oficial que admite o pagamento de suborno da Alstom no Brasil. Hoje, o valor da propina seria equivalente a R$ 6 milhões.

À época da construção da usina, a Eletrobras assinou contrato com o consórcio AAI (Associação de Autoprodutores Independente), formado pela CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), OPP Petroquímica e OPP Polietilenos (empresas do grupo Odebrechet) e a Companhia de Cimento Itambé.

De acordo com a Folha, sem quebra de sigilo não há como saber qual empresa recebeu o dinheiro. Ao jornal, a Alstom não quis comentar a auditoria interna. Eletrosul, CSN, Companhia de Cimento Itambé e as empresas do grupo Odebrechet também não quiseram se pronunciar.

Acusações em São Paulo

Na última sexta feira, o Ministério Público Federal denunciou 12 ex-diretores da Alstom à Justiça por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos firmados entre 1998 e 2003 com o governo paulista, período das gestões de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

A Alstom já é investigada por práticas ilícitas no Brasil desde 2008. Recentemente, outro inquérito foi aberto contra a empresa por irregularidades na venda de equipamentos e serviços para o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), também em São Paulo.