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02/02/2014 17:31 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Morte de Eduardo Coutinho: filho esquizofrênico foi indiciado

Reprodução/YouTube

O cineasta Eduardo Coutinho, considerado um dos maiores documentaristas brasileiros, foi assassinado neste domingo (2) a facadas no seu apartamento na zona sul do Rio de Janeiro. Sua esposa também sofreu ferimentos e segue em estado grave no hospital municipal Miguel Couto. O principal suspeito do crime é o filho do casal, Daniel Coutinho, segundo a polícia civil, que investiga o caso. O jovem foi indiciado pelo crime e, assim que receber alta do hospital, será preso.

O filho também está no hospital, onde é tratado com ferimentos mais leves. A teoria da polícia é de que ele assassinou o pai, feriu a mãe e depois tentou se matar. Daniel Coutinho supostamente sofre de esquizofrenia.

Eduardo Coutinho ficou conhecido por seus documentários. Em "Cabra Marcado para Morrer" ele retrata a vida de um camponês assassinado em 1962. As filmagens foram interrompidas por conta do golpe militar de 1964 e retomadas 17 anos mais tarde, com depoimentos de camponeses e da viúva que passaram por anos de repressão militar.

"Edifício Master", "Jogo em Cena" e "Babilônia 2000" são três outras grandes obras do cineasta, que tinha 81 anos.

Humanista, progressista e sensível às histórias emocionantes e fortes das pessoas comuns, Coutinho marcou a cinematografia brasileira.

ATUALIZAÇÃO: Daniel Coutinho foi indiciado pelo assassinato do pai e tentativa de homicídio da mãe. Assim que sair do hospital, o filho do cineasta será preso. Segundo a Folha de S. Paulo, Daniel saiu correndo pelo prédio onde morava com os pais gritando: "Libertei meu pai e tentei libertar minha mãe e eu. Tentando me furei duas vezes e nada acontece".