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29/01/2014 12:41 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Republicanos criticam discurso de Obama

Parlamentares republicanos dos Estados Unidos responderam com críticas, em diferentes tons, ao pronunciamento anual do Estado da União do presidente americano Barack Obama. Com diferentes alas do partido disputando para avançar em suas próprias receitas para o melhor caminho a ser trilhado pelo país, alguns ressaltaram os valores do Partido Republicano e outros preferiram concentrar-se em pontos específicos do pronunciamento de Obama.

A deputada Cathy McMorris Rodgers, responsável por entregar a resposta oficial dos republicanos a Obama, reforçou a antiga doutrina do partido que "defende o livre mercado e confia nas pessoas para que tomem suas próprias decisões, e não um governo que decida por você". A experiente congressista, em seu quinto mandato como parlamentar pelo estado de Washington, mirou sua artilharia contra o Obamacare, projeto do governo para a área da saúde aprovado em 2010, que teve forte oposição dos republicanos.

Ela atacou os atrasos e as quase 50 alterações significativas no programa de saúde desde sua sanção. "Nós falamos com pessoas que receberam notificações de cancelamento que não esperavam, ou que não poderiam mais consultar seus médicos de sempre", disse Cathy sobre a reforma no sistema de saúde, que enfrentou problemas no início de operação.

Os senadores Rand Paul, do estado do Kentucky, e Mike Lee, do Utah, políticos de destaque do movimento conservador de oposição Tea Party, protagonizaram diferentes repostas ao discurso de Obama. Paul, que entrou para o Senado em 2011 e é com frequência cotado como possível candidato presidencial para 2016, recorreu à base conservadora do Partido Republicano. "O crescimento econômico virá quando baixarmos os impostos para todos", disse Paul. "O gasto governamental não funciona", completou.

As iniciativas do Tea Party, segundo Lee, que vão de reformas na seguridade social e na justiça criminal à concessão de subsídios corporativos, "vão colocar os americanos de volta ao trabalho, não só ao reduzir o tamanho do governo, mas ao consertar um governo quebrado".