COMPORTAMENTO
29/01/2014 15:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Mais de cinco milhões de meninas vão tomar vacina contra HPV pelo SUS

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Cerca de 270 mil mulheres morreram de câncer de colo do útero nos últimos anos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos e cerca de 4.800 óbitos, só em 2014. A principal causa? 70% dos casos estão diretamente relacionados à contaminação pelos tipos 16 e 18 do vírus HPV. De olho nisso, o SUS vai oferecer, a partir do dia 10 de março, vacinas a meninas de 11 a 13 anos. Essa será a primeira vez em que a população terá acesso gratuito a uma vacina que protege contra o câncer.

A faixa etária se justifica pelo fato de a vacina ter eficácia comprovada quando tomada por quem ainda não teve nenhum contato com o vírus, ou seja, nenhuma relação sexual. Daí a importância da atenção dos pais em relação à iniciativa.

As doses estarão disponíveis em 36 mil postos da rede pública durante o ano todo e pretende atingir 80% do público-alvo, cerca de 5,2 milhões de meninas. Para recebê-la, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Porém, a garantia da proteção se dá somente após três etapas. Isso significa que uma segunda dose deve ser tomada seis meses depois, e uma terceira, cinco anos após a primeira.

Mas vale ressaltar que a prevenção não pode parar por aí, já que o câncer do colo de útero tem a terceira maior taxa de incidência entre os cânceres que atingem as mulheres, ficando atrás apenas do de mama e do de cólon e reto. Tomar a vacina não elimina a necessidade do uso de preservativos e também da realização periódica do Papanicolau, exame que ajuda na prevenção de qualquer câncer ginecológico, e indicado para mulheres que tenham entre 25 e 64 anos. Ele é capaz de detectar alterações precoces de infecções causadas pelos mais de 100 tipos de HPV existentes que, na sua maioria, não levam a um diagnóstico mais grave, mas dão origem a feridas e verrugas de tamanhos variáveis nas regiões genitais, que precisam ser tratadas para evitar transmissão do vírus.

Enquanto a campanha não atinge uma gama maior de mulheres, é possível encontrar a vacina em laboratórios particulares com preços que variam de R$ 450 a R$ 900.