NOTÍCIAS
27/01/2014 14:07 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

Copa 2014: custo dos estádios é maior que o triplo do previsto

FABRICE COFFRINI via Getty Images
President of football's world governing body FIFA, Sepp Blatter (R) poses with Brazilian President Dilma Rousseff while shaking hands on January 23, 2013 at the FIFA heaquarters in Zurich, after their meeting for updates on the preparations for the 2014 FIFA World Cup in Brazil, taking place from June 12 to July 13. AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI (Photo credit should read FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images)

O custo dos estádios para a Copa de 2014 já supera em mais de três vezes o valor informado pela CBF à Fifa quando o Brasil apresentou seu projeto para sediar o Mundial. Cópia do primeiro levantamento técnico da Fifa, fechado em 30 de outubro de 2007, informava que as arenas custariam 1,1 bilhão de dólares, cerca de 2,6 bilhões de reais. A última estimativa oficial, porém, confirma que o valor chegará a 8,9 bilhões de reais.

O informe foi produzido e assinado por Hugo Salcedo, que coordenou a primeira inspeção no Brasil entre agosto e setembro de 2007. Na época, a Fifa considerou que o orçamento havia sido "bem preparado" e que "não havia dúvidas" sobre o compromisso do Brasil de atender às exigências. Curiosamente, a Fifa esteve em apenas cinco das dezoito cidades que naquele momento brigavam para receber a Copa. Das escolhidas, não foram visitadas Fortaleza, Recife, Salvador, Natal, Curitiba, Cuiabá e Manaus.

A Fifa não disfarçava que o trabalho de reforma e construção dos estádios seria um desafio. "Os padrões e exigências da Fifa vão superar em muito qualquer outro evento realizado na história do Brasil em termos de magnitude e complexidade. Nenhum dos estádios no Brasil estaria em condições de receber um jogo da Copa nos atuais estados", dizia o comunicado de 2007. "A Fifa deve prestar uma especial atenção nos projetos."

Aeroportos

O relatório elaborado antes de o Brasil ganhar o direito de sediar a Copa é, hoje, verdadeira coleção de promessas quebradas e avaliações duvidosas. "A infraestrutura de transporte aéreo e urbano poderia atender de forma confortável as demandas da Copa". O transporte urbano também seria suficiente e a Fifa garantia que um "serviço de trem de alta velocidade vai ligar Rio e São Paulo". Considerava a infraestrutura hoteleira suficiente e, ao avaliar o sistema de saúde, fez elogios aos hospitais, apontados como "referência internacional".