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Isto é o que acontece quando alguém amarra uma câmera em uma pipa

24/01/2014 20:29 -02 | Atualizado 26/01/2017 20:50 -02

O fotógrafo Gerco De Ruijter se especializou em uma técnica inusitada de fotografia, daquelas que imaginávamos encontrar em um conto de fadas. De Ruijter amarra sua câmera em uma pipa feita com tecido e varetas e deixa que elas sejam conduzidas pelo vento. Com um transmissor, De Ruijter faz os cliques quando sente que serão bons, sem chegar a olhar através da lente. Ele só vê os terrenos que fotografou depois de revelar as imagens.

Tecnicamente, as obras de De Ruijter poderiam ser classificadas como paisagens, mas a fórmula tradicional, com terra, horizonte e céu, não se aplica ao caso. Tiradas de cima, as fotos se parecem mais com campos geométricos abstratos do que com formações de relevo. O escritor Peter Delpeut compara o trabalho de De Ruijter com as paisagens idílicas em zigue-zague de Jean Dubuffet, com ênfase na estranha sensação de rever algo familiar a partir de um ângulo diferente. “Será que nós vivenciamos a paisagem que há nelas?”, ele pergunta. “Elas não parecem ter relação com nossa experiência cotidiana com o mundo ao nosso redor. O que vemos é algo plano, bidimensional, uma divertida composição de formas, linhas e cores”.

Admire as obras abaixo e sinta uma leve sensação de flutuar acima do chão. Árvores deixam de ser formas verticais e viram tufos de plumas sob seus pés. Formas que vemos há muito tempo se transformam em vagas noções de matizes e texturas, evidenciando as infinitas possibilidades existentes até nas formas terrestres mais básicas. Assim como uma criança que empina pipa pela primeira vez, De Ruijter convida o público a experienciar algo totalmente novo: uma visão aérea.

Desfrute das imagens abaixo e, para ver mais fotos aéreas não convencionais, confira essas fotos psicodélicas de rios islandeses, tiradas por Andre Ermolaev.

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